Há pouco tempo contei que eu não sei sentir saudade. Realmente não sei. Não sei sentir isso porque eu preciso engolir a vida, o mundo e as pessoas tudo de uma vez e eu detesto ter que fazê-lo de forma comedida.
Assumo há tão pouco tempo a minha falta de manejo para lidar com um sentimento tão comum, porque eu era um tanto cega para ele.
Eu sempre achei o ciúmes totalmente venenoso, pois ele nunca vem sozinho. Se você sente ciúmes, você prepara um coquetel de sentimentos, mas não é um coquetel qualquer, é um coquetel à base de insegurança.
Sou uma das pessoas mais inseguras que eu conheço e já conheci (e que se foda se irão me julgar fraca e manca por essa assunção).
Sou extremamente frágil e não é de graça que eu tenho uma tatuagem escrita "Frágil" e "Impulso" - Eu me quebro fácil. A única diferença entre mim e uma outra frágil qualquer, é que eu disfarço minha fragilidade com arrogância. Assumo um olhar austero, sem brilho, uma respiração pausada e uma temperatura corporalbaixa, controlada. Por dentro, estou com a garganta dolorida por conta da minha semicontrolável vontade de chorar.
Eu choro muito e sempre, mas proporciono períodos de seca ao meu canal lacrimal (que não dura tanto).
Por uma besteira qualquer, minha fragilidade se mostrou maior que a minha vontade de falseá-la - já automatizada pelos anos de prática - e eu me senti pequena e indefesa contra mim mesmo.
Por uma besteira qualquer, meus sentimentos começaram a atacar meus próprios sentimentos.
Hoje já não era um dia bom. Achei 3 estrelas no céu de São Paulo hoje e senti que era um sinal de sorte - mania de ser feliz.
Enfim, tomei meu coquetel de ciúmes e torço para que me corpo consiga expeli-lo o quanto antes, mas a insegurança e a saudade fazem com que o coquetel penetre completamente e fundo em minhas veias.
Não, não tenho vontade de chorar. Seria uma desonestidade com minha arrogância. Vou me manter chateada e quieta até passar.
Amanhã viajo a trabalho e terei um dia para evitar esse assuntos e me abster do coquetel. Tarefa difícil é me livrar da saudade e do medo que eu tenho de ele partir.
Me torno menor com esse post? Me torno infantil? Não sei... Ao menos tornei sincera.
submissão das mulheres religiosas
Há um mês

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