29 de mai. de 2009

PAUSA!


Como exímia estudante que eu sou (ha-ha-ha), ficarei umas duas semanas sem atualizar o blog, pois estarei em semanas de provas finais na faculdade.

É triste. É chato. É cansativo. Mas juro que estou calma.

Volto com novos posts - não esqueço que estou devendo um post sobre a Virada Cultural para o meu irmão - e um pouco mais tranquila.
Enquanto estou longe, degustem:
a quem interessa o fracasso
do outro por que nos interessa
o fracasso ou a dor de viver
é mais forte que o abraço
(por que na despedida o beijo
só então inadiável por que
as mãos nos cabelos apenas
antes da morte os corpos se encontram)
eu lhe ofereço este cansaço
talvez você se interesse
talvez você morra de astúcia
tome seu café e saia
(Marcos Siscar)
Abraços,

Renata M.

21 de mai. de 2009

Por onde andei?

Tenho que admitir que sou completamente relapsa com minhas amizades.
Eu amo meus amigos, amo mesmo; só tenho dificuldade de regar a plantinha todos os dias!
Outro dia comprei um pé de manjericão e o negócio morreu em uma semana... Quando lembrei dele, já estava todo esturricado...seco...
Tenho esse problema grave... É um amnésia de contato, mas não de sentimentos.
Lembro de pelo menos uns 3 de meus amigos todos os dias...

Hoje mesmo eu lembrei do dia que o Neto arrotou na aula de Latim e o Aquati quase arrancou nossas cabeças - eu ri tanto.

Sou um mar de lembranças. Não esperava saber pela internet que uma das pessoas mais significantes de minha vida e adolescência está esquentando uma vidinha dentro dela!

Ela está lá se sentindo mãe e queria poder compartilhar isso comigo, mas eu fui incapaz de estar por perto.


Dia 4 de Julho vou pra Rio Preto pro chá-de-bebê dela com um presente bem lindo, encho aquela linda de beijos, peço milhares de desculpas, peço pra ela deixar eu fazer parte da vida do pequeno Gabriel, peço pra ela não me esquecer nunca, peço pra ela me avisar do nascimento que eu vou mil vezes pra Rio Preto pra conhecer o Gabriel.


Eu amo tanto meus amigos... Eu amo tanto.

Eu sei que parece que não! Que parece que eu não nem aí, que eu sou fria e o escambau, mas gente, eu amo e tenho dificuldade em lidar com isso!



Uma outra pessoa extremamente especial tem me ensinado - sem querer - a lidar com esse carinho de amigos. A Carol me ensina todos os dias que devemos demonstrar o que sentimos por nossos amigos.

Acho que algumas pessoas me traumatizaram tanto que eu precisei da Carol pra entender que não é assim pra sempre.
Queria não ter nunca tido contato com a Michelle, pois ela me mostrou que pessoas não sabem ser responsáveis por aquilo que elas cativam, mas sabem fazer um bom uso do ser cativado.

Não suporto ser sapato velho.

Mas passado o ressentimento fica o Gabriel. Ele vai vir cheio de vida, talvez com olhos lindos da mãe, talvez com uma boquinha desenhada, talvez com um queixo delicado, talvez com pernas fortes, talvez com um chorinho doce.


Quero deixar claro para os meus poucos amigos que, mesmo longe e sem ligar (no sentido de telefonar) para vocês, eu quero saber de tudo; eu quero participar de tudo! Não quero perder nada que marque vocês, porque eu amo cada segundo que nós teremos juntos!


Ric, sei que não estive do seu lado num momento difícil, mas me preocupei com você a cada segundo!


É foda não ter dinheiro pra ligar pra todos, mas eu não esqueço nada.



André, Mari, Ric, , Ike, Ju, Bela, Neto, Lês, Carla, Junior, Marcia, Ludo, Carol, Fernanda, Tonhão, Tusky, Bitu, mãe, pai.


"You´re always on my mind".

7 de mai. de 2009

Do Amor...


Ele me pegou num dia em que eu queria qualquer um que fosse bonitinho e meio inteligente. Não foi antes. Não foi na festa de despedida, não! Lá, eu nem me apaixonei. Senti o gosto e aprovei, só. Mas foi naquele dia, que aconteceu.


Eu andava muito mais sozinha do que meu normal. É óbvio que tinha montes, pencas, manadas de "amigos", mas eles não serviam pra preencher um espaço mínimo de vazio em mim, apenas me faziam rir e beber (muito).


Eu achava que sabia do amor e do amar, mas naquela época não entendia nem o Amor que sinto pelo meu pai, minha mãe, meu irmão e minha vó (todos diferentes entre si). Achava que já tinha amado um "homem" e que não saberia amar duas vezes (mesmo porque nunca acreditei que é possível amar - de verdade - mais que uma vez na vida).


Não estou desmerecendo as paixões que tive antes do amor em minha vida, apenas estou situando as coisas em seu devido lugar.

Como saber se agora não é mais uma paixonite (mais severa que as anteriores)?

Sabendo. Sinto aqui dentro de mim, espalhado por todo meu corpo uma alegria doida de saber que somos nós. Não quero mais ninguém, só ele. Quero esse sentimento nosso, quero essa felicidade nossa, quero essa Renata que só voltou a existir porque ele passou a existir.


É difícil entender sentimentos. Na verdade, é impossível entender sentimentos, por isso são sentidos, não pensados.


Foi naquele dia fraco pra mim que encontrei o Amor.

Não quero narrar nada do que aconteceu naquele dia... Não dá pra descrever, mas soube naquele mesmo dia que iria amá-lo até hoje.


O cheiro dele, o olhar, a boca, o hálito, os cabelos, as mãos, os pelos, a voz, o jeito, as falas, os pensamentos, a forma como ele respira, a forma como ele fala, a criatividade, o sorriso (lindo demais!), o movimento que os lábios dele fazem para me chamar, o silêncio dele, a risada, o choro, o carinho, o sussurro, o consolo que ele me dá, a força, a vitalidade, o todo.


Amo e descobri que amo sentindo.

Pela primeira vez na minha vida, senti que amo e não me questionei. Não pensei: será que amo? Isso é Amor?

Apenas abri minha boca inconscientemente num dia gostoso e falei que o amava e ele retribui com a mesma emoção, com o mesmo batimento cardíaco, com a mesma força.


Hoje faz dois anos e um mês que ele aceitou estar socialmente comigo, namorando.

Faz dois anos e uns dois meses e pouco que tive certeza que a partir daquele dia besta iria conhecer o Amor.

Faz dois e uns dois meses que ele alegra meus dias (às vezes entristece, às vezes enlouquece, às vezes ...) e me dá a possibilidade de compartilhar da vida dele.


Já o Amor que tenho pela minha família fica pra outro post.


Degustem:

Crônica de Amor


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.


O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.


Então?


Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário.


Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim. Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes os irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém... Com um currículo desse,criatura, por que diabo está sem um amor?


Ah, o amor,essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!


Roberto Freire

5 de mai. de 2009

Falta tempo.

Queria escrever milhares de coisas aqui! Estou um saco cheio de fatos e sentimentos pra contar, mas me abstenho disso pela falta de tempo.

Camões me chama para uma infeliz análise de duas estâncias d'Os Lusíadas. Assim que puder, eu volto.

Talvez eu reclame da Virada Cultural... Talvez eu coloque um poema...

Enquanto isso, se entretenham com esse programa: "Whose line is it anyway".

23 de abr. de 2009

Espreguiçando no destino?

A verdade é que eu sou humana, demasiadamente humana.
Tenho altos e baixos incríveis!
Credito esse problema ao fato de eu não me conhecer ainda. Eu trabalho com algo em que não consigo me projetar por mais de dois anos suportando... Não é minha praia...
Tem hora que eu só quero ganhar na mega-sena (sou tão excêntrica, não?) e fazer o que eu quiser!
Porra, tem coisa demais pra eu viver! Tem certeza que eu tenho que ficar naquele escritório preocupada com os outros e não comigo?
Tem certeza que eu quero passar seis horas do meu dia sentada? Que eu quero resolver problemas alheios?
Estou vivendo uma adolescência prolongada, pois, apesar de morar sozinha há tempos, sou muito dependente e ainda não sei o que quero para mim.
Quero ganhar na mega-sena. Quero ser lembrada. Quero o Victor, como eu o quero! Quero viver para escrever, para costurar, para maquiar, quero coisas triviais para mim!
Não preciso de multinacionais, sabe?
Eu sou meio hippie às vezes... Sossego...
Não é a cidade que me contamina. Eu tenho desenvolvido uma alergia psicológica e sentimental à Sampa, mas quem a está desenvolvendo SOU EU - só precisava admitir isso.
Eu tenho feito dos meus dias uma rotina - como a maioria faz - que vai me conduzindo para a marginalidade mental.
Minha criatividade está cada vez mais destreinada e desterrada.
Meus livros estão no aguardo entre um Bakhtin e um Paulo Freire.
Fiz Letras para viver da leitura de minhas paixões, mas o que eu amo não está previsto em nenhum curso!
Cadê Roberto Freire? Ele é genial!
Cadê Art Spiegelman?
Cadê Sartre?
Cadê meus queridos filósofos?
Por incrível que pareça, não há Filosofia no curso de Letras. Estamos sendo "criados" para sermos rebanho, jamais pastores.
Maldita hora que eu fui para uma universidade confessional... Mas na Unesp não tinha tudo o mesmo cheiro de bosta?
Na verdade uma alma descontente não se contenta com o laico, nem com o confessional... Perco tempo idealizando.
Coisa de gente mimada.
É coisa de gente mimada não saber o que quer ou é coisa de gente?
Tem gente que me enche de merda só de ouvir a voz. Puta que me pariu! Por que não paga logo o que me deve, daí não tenho mais que ouvir sua voz!
Leiam Cléo e Daniel (Roberto Freire) e me digam: o que é amor pós-Roberto Freire?
Ele ainda existe? Só existe a partir daí? Ele morreu?
Eu amo.

7 de abr. de 2009

Se eu fosse Deus....

Ontem eu sofri um assalto. Não, não estou confundindo furto com roubo. O rapaz estava com uma arma cortante que eu não ver o que era, mas pude sentí-la logo abaixo do meu estômago e um pouco mais para a direita.
Além da faquinha - ou canivete ou qualquer outra coisa - tive que aguentar uns três tapas fortes em minha cabeça, empurrões e muitos, mas muitos xingamentos da parceira de crime do rapaz que estava com o canivete.
Ainda bem que não fizeram nada de mais, não me machucaram, não levaram coisas de muito valor, apenas um celular que tinha um certo valor sentimental por motivos meus, mas que não faz mal.
Eu chorei um tempão. Estava esperando o ônibus depois de um dia relativamente cansativo de trabalho e faculdade, preocupada com trabalhos, projetos e provas a serem feitas, de repente chegam duas pessoas cujos objetivos de vida são: roubar pessoas no ponto de ônibus.
Roubar de um jeito maldoso, querendo humilhar.
No ônibus não chorei, me fiz de forte o quanto pude, mas quando cheguei em casa, eu fracassei.
Estava transpirando São Paulo pelos poros. A cidade cinza que tanto permeia meus textos, crônicas e sonhos. A cidade que me deu e despedaçou sonhos. Uma cidade que maltrata pulmões e bolsos, narizes e emoções. Cidade que gera mais mendigos que dinheiro. Cidade que inventou a "síndrome do pânico", o trânsito, o "estresse", a "depressão" e, concomitantemente, a Augusta e seus modernos frequentadores e os sujos shows de rock, as cocotas do Iguatemi, o "bilhete único" e o "corredor de ônibus".
Sinto falta do interior... Por mais que eu não suportasse a ideia de morar em Rio Preto, a ideia de continuar na capital paulista me parece assustadora, mais que isso, me parece suicida.
Não sei qual é a taxa de suicídios em São Paulo, mas me lembro de 5 casos de pessoas que pularam na frente do metrô.
Não, não quero me matar e nem quero que esse post, depois de tanto tempo de silêncio no antigo blog tequileiro, seja depressivo. A questão é que às vezes eu não consigo lembrar porquê estou aqui. Juro que tento me lembrar e não consigo.
Sei porque vim, acho que quem olhar rapidamente os post mais antigos descobrirá rapidamente, mas não sei por quê permaneço.
Odeio lembrar as coisas que vivi aqui. Odeio lembrar alguns nomes de algumas pessoas perdidas que - graças a mim - perdi.
Não gosto de lembrar do apartamento da Alameda Barros. Gosto de muitas coisas no meio da fumaça de ressentimento e poluição.
Ontem eu senti que o mundo tinha que acabar a começar de novo. É uma ideia infantil, estúpida, mas se eu fosse Deus iria analisar a ficha de cada ser vivente e ver se ainda vale a pena.
Parece que a humanidade se reinventou tanto para chegarmos a idade do medo.
Se eu fosse Deus... É por isso mesmo que não sou...

17 de out. de 2008

Apenas uma mulher comum...

Olá!
Faz tempo que eu não escrevo aqui, ?!
Lamento dizer que não senti saudades, mas esse blog se tornou aquele filho ingrato e distante com o qual e tenho que me relacionar ainda que não o deseje.
Está tudo muy bien em minha vida por agora, mas não estou nem um pouco afim de falar de mim, então vou falar de um filme ao qual eu assiste outro dia e mexeu muito comigo.
"Orgulho e Preconceito" - é um filme relativamente famoso com uma atriz famoso e com um roteiro típico de filmes de época. Ele não tem nada de mais, mas não sei como eu me apaixonei pelo filme!
Gostei dos cortes, das falas, das personagens, das soluções.
Gostei muito.
Passei três dias remoendo meus sentimentos aflorados por esse filme.
Após pensar muito eu cheguei à uma conclusão:

sou romântica!

Fiquei atordoada em pensar que eu sou extremamente romântica e fiquei tão comovida, pois queria aquela história para mim!
Todo mundo casava com todo mundo sem ao menos saber como era o beijo daquela pessoa, mas amava o jeito como ela andava, dançava, falava, as poucas palavras trocadas eram sempre significativas, o colo à mostra era sensual.

Comum.

Nunca vou saber explicar de uma maneira equivalente o que eu sinto quando vejo a esse filme, mas é realmente conturbante.
Sinto falta de um mundo mais romântico...

Piegas.

Talvez o tempo esteja me adocicando ao invés de me azedar... Assim são os bons vinhos e assim podem ser as mulheres que convivem com homens que não as amargam.
Não posso confirmar que eu estou em busca da felicidade, pois apesar de romântica, tenho boas noções da realidade, mas busco ao equilíbrio que talvez me traga uma paz interior que talvez eu a nomeie um dia como felicidade.

Não desisti e isso foi árduo.

Olha só! Adoro me contar, não?!
Disse que não falaria de mim e acabei usando um filme para me expor.. Mulheres....

10 de jun. de 2008

Salve simpatia!

Bem, vamos atualizar as informações e aproveito a hora para também dizer que estou pensando seriamente em abandonar meu Blog.
Nada trágico, mas eu tenho sido muito displicente e eu quero me livrar de tudo em que sou displicentes, pois ela é sinal de desinteresse.
Planejo montar posterior um outro Blog com outra "cara", outra proposta, outro tudo, não obstante comigo.
Talvez anuncie aqui, talvez não.
A USP... Ah... Saudosa USP... Ficou no passado. Eles invadiram a reitoria, a FFLCH é sempre muito hippie e eles param por qualquer coisa... Daí eu fiquei gastando uma grana para ir e voltar da facul, chegar lá não ter aula.
Conheci o Victor que foi me colocando no eixo enquanto me erguia do chão e prefiria ficar com ele ao invés de ir lá e saber que não ia ter aula. Eis que eu descubro que Literatura Francesa TINHA aula, mas ela mudava de sala sempre.
Enfim, a displicência e a falta de auto-conhecimento levaram ao abandono do meu intercâmbio.
Feio? Com certeza.
Decidi cursar Rádio e TV, pois achei que o curso tinha tudo a ver comigo!
Entrei em uma facul meio fraca e de playboy (mas não sabia disso até entrar lá) e comecei o curso.
Percebi que eu era uma das mais velhas da sala e tive a fantástica oportunidade de conhecer 3 pessoas maravilhosas (daquelas que são capazes de mudar completamente sua vida): Gisele, Maurício e Daniel.
A Gisele e o Daniel davam aula juntos (uma puta novidade para minha cabeça quadrada) e era uma loucura! Ela fala muito, quase sem parar, mas tudo de uma forma claro e simples - ensinava a História do Rádio e se não fosse ela, teria desistido do curso antes, mas por ela desisti depois.
O Maurício é um musicólogo formado na USP e que só queria tirar sua grana lá na Anhembi e para isso tinha que se sujeitar a dar aulas do que fosse requisitado - eis que ele caiu em semiologia. Musicólogo louco + semiologia = aulas fantásticas.
Ele deu um puta trabalho de análise de imagem e eu aprendi muito com esse cara (Ah! ele vai lançar um livro sobre a influência da música do Brasil período colonial nos dias de hoje - bem louco, né?).
O Daniel tinha um aspecto frágil, mas é um cara muito antenado, muito disposto a ajudar e que sabe muito de acústica do som.
Ele e a Gisele foram tudo para mim naquele semestre. Sua imensamente grata a eles.
No fim do semestre a Gisele me falou que me achava fantástica, mas não para o que aquele curso proporciona, pois ela me achava muito intelectual e falou: Pô, volta para Letras, cara, mas volta para a UNESP! (por coincidência ela é de Rio Preto também e curso Tradução na mesma UNESP que eu, acho que por isso ela deu uma adotada em mim...).
Eu pensei, pensei, pensei, olhei pro meu namorado, senti, pensei, arrumei um bom emprego, pensei, pensei, Mackenzie?, pensei, pensei, fodeu. Fiquei em São Paulo e abandonei a UNESP.
Por amor? Sim! Por trabalho? Não. Por orgulho? confesso que sim também.
Estou no Mackenzie, cursando Letras, achando tudo meio boçal ainda que interessante e aprendendo minha terceira língua: Espanhol!
Confesso que a gente erra e cansa de errar, mas tenho certeza que tudo vai dar certo, porque está dando.
Estou feliz com o meu namorado, estou feliz com minha casa, com minha vida - nada é como eu sonhei (por enquanto), mas tudo é melhor do que eu esperava.
Agradeço todas as pedras, pois criou calos fortes e agora eu posso pisar em qualquer solo que, por mais adverso que seja, será macio.

4 de jun. de 2008

Um post para Maria...

O post de hoje é dedicado para uma mulher muito linda e especial: Maria, colega de trabalho que sempre me fazia companhia durante os meus almoços sem graça.
Hoje eu cheguei no meu trabalho e todos estava meio assustados e preocupados com a Maria... Ela havia passado mal e ido para o hospital, mas ninguém tinha notícias.
Quando voltei do meu almoço, que havia sido mais solitário que o normal, pois faltava a Mary, vejo todos chorando.
Doeu, dói e não sei até quando meu olhos irão arder ao pensar nela.
Apenas uma palavra e um acontecimento tão pesado, tão... não tenho mais sentimentos. Aneurisma.
Saí de perto de todo mundo e foi chorar forte no banheiro e como doía!
Eu pensava: por que? porque isso foi acontecer desse jeito tão violento?
E não conseguia entender a morte por muitos minutos. Pensei no Schopenhauer e sua filosofia de aceitação da morte, mas não dava! É foda demais!
Quando voltei à loja, ainda chorando manso, tenho o relato de como foi...
Me contam: perguntei o que ela estava sentindo. Ela respondeu, virou a cabeça para mim, sorriu e tombou no chão.
Meus pensamentos, sentimentos, meu todo, vai estar com a Maria.
Eu fico a imagem dela toda feliz por tantas coisas! Era uma pessoa que, apesar de faxineira, de não ter grana, de não ver a família há anos, de um monte de coisas ruins, ela era feliz demais!
Essa é a Maria linda que eu tive a sorte de ter tido na minha vida:
"Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida...."
Um post de silêncio, tristeza e vazio.

5 de mar. de 2008

O que será que será?

Vai ser?
Vai deixar de ser?
Bem, venho dizer que é difícil abalar minhas estruturas. São solidificadas diariamente a base de muita sova, muito cal, muito suor, muito soro, muita raiva, muita saudade, muita falta...
Faz falta.
Não sei quem tem pretensão (se é que existe pretensão nisso) em querer ser o Pasquale e me corrigir em meus textos.
Queridos, aqui não tem norma da língua Portuguesa, aqui tem baderna, caos, bagunça, soluços e desabafos.
Quer a Gramática Normativa? Vá procurar pelo Celso Cunha ou Bechara, mas Pasquale e Renata nãooooooo!
Dane-se a Gramática, eu quero falar! Escrever o que eu quiser sem ter ninguém me ditando as normas que eu viso esquecer quando estou nesse espaço MEU.
Neste exato momento em que escrevo em meu blog, estou trabalhando.
Meu trabalho envolve em primeiro lugar paciência, muita paciência.
Agora, por exemplo, eu estou louca para ir embora.
Desculpem, mas um caso que merece um pouco mais de cuida me furta.
Até mais.



P.S. Admito que senti saudades....

14 de nov. de 2007

A clareza, a destreza e o pulso.

Sumida, não?
Às vezes a gente pensa que não fazemos falta... Simplesmente não fazemos!
Daí eu pensei: posso não fazer falta, mas eu sinto falta...
Então, ajo: vim e agora escrevo.
Saudades.
Meu blog deveria chamar: saudades, soluços e desordem.
est moi!
Eu tenho andado com pensamentos positivos e mesmo na pior situação do mundo, eu respiro fundo e tento mudar minha atitude.
Tenho sido mais clara e agora trabalho na Claro - mera coincidência de um nome cheio de trocadilhos no dia-a-dia.
Tenho tido destreza, mas como sou destra, prevalece meu lado direito, o que não me torna tão funcional quanto eu gostaria.
Tenho tido pulso - ora fraco, ora rápido, ora forte, ora IMPVLSVS.
Tenho mais feito que tido, o que não desmerece minha vida.
Tenho mais tentado que conseguido, o que não me desanima e me ajuda a continuar (ou não).
Tenho mais falado que feito, o que... é foda!
Mas consigo sorrir e dizer bons-dias por aí!
Consigo sentir - mais que pensar- o que me leva longe e gostoso...
Trabalhar faz bem... Mesmo quando é em um Shopping que é longe e que acaba com seus fins-de-semana e feriados.
Sinto na pele diariamente o sentir-se só... É tão complicado... Eu penso em tantas coisas, problemas, soluções, lembranças, cachorro, comida, cinema, música, minha banda, falta de resultado, falta de esforço, depressão, comida, televisão, comida, rádio, computador, com uma puta dor de estômago, vaidade?, banho, comida, sono, falta de sono, sono interrompido, sonho ruim, sonho bom interrompido, falta de sono, falta de sono...
Não estou mal, mas tá difícil dormir bem... Será que é por tudo?
Quando eu penso na minha vida, eu penso em tantas pessoas... Fui composta por tanta gente e nunca agradeci à elas os aprendizados cotidianos e osmótico.
Aprendi com quem não quis ensinar, com quem quis, com quem me emprestou um livro, com quem criou uma música, com quem chorou sozinho, com que não tem dinheiro, com quem usa coisas que não prestam, com quem me empresta coisa sem uso, com quem usa coisas minhas e não m´as emprestam de volta, com quem fala sozinho, com quem esbarrou em mim, com quem me tocou, com quem eu toquei, com meu cachorro ficando doente, com minha mãe ficando longe, com meu namorado longe, com meu namorado perto, com minha ignorância, com minhas doenças, com minhas curas, com minha humildade, com a falta dela...

Agradeço a todos: muito obrigada.

Bom apetite!

5 de out. de 2007

Enquanto o sono não vem...

E quanto tempo mais vai levar pra ele vir?!
Você tem medo da mentira?
Do acaso?
Do certo?
Do descaso?
Do óbvio?
Do medonho?
Do ódio?
Do sem gosto?
Do frio?
Do rio?
Do silêncio?

Já pensou na gravidade do meu silêncio?
No absurdo que pode ser a falta de consenso? Eu ando meio desacreditada dos créditos dados e não merecidos... Eu ando desacreditada do futuro do País... Do quão promissora será a economia...
Eu ando com a falta do meu irmão... Ando com o desespero do encontro rápido com o André, o Neto e a Regiane... Ando de mãos dadas e suadas comigo mesma... Ando devagar e de salto-alto... Ando sem sonhar mesmo dormindo e acordada só sonho com o Victor... Ando com passos leves e marcantes.... Ando com um sorriso que vem e vai...
Ando mais com lentes pra menos ver... Ando precisando do meu pai... Ando precisando de um emprego bom... Ando querendo um estômago novo... Ando desejando esperanças antigas... Ando e andando concretizo os sonhos que eu não sonhei, as vidas que eu não vivi e os soluços que eu não chorei.

SENTIMENTO DA VIOLÊNCIA
Galinhas são mortas a pauladas, pessoas são mortas por
engano. A vizinhança está em baixa, o turismo está em
alta. A timidez e o eufemismo estão em baixa, sangue e
perfume estão em alta. A sensação só pode ser escrita a
chibata, e por isso sobra fígado, muito fígado. Eu, se
pudesse, matava a causa secreta, gritava enfurecido,
abria-lhe o ventre, roía a cara contra o chão, queimava,
esquartejava, pendurava como ovelha abatida. Não há
causa que valha uma vida. Mas ainda seria pouco. Se
pudesse, expiava a velha culpa e abria com o dedo a
ferida do ressentimento. O ressentimento chega altivo,
feito coruja ruiva, mas não demora para perder as penas,
pestilento. Não há remendo que lhe baste, pois ele
sobrevive ao próprio enterro. É diferente do perdão ou da
vingança, que entretêm a circulação do sentimento. O
ressentimento acumula perdas, desconfia da vida, e nada
coloca no lugar do que retira. O ressentimento mata aos
poucos, por envenenamento. Para suportar esse refluxo,
a culpa do outro se transforma em causa própria, a
fraqueza humana em razão moral. Perdão, mas eu
matava.

(Marcos Siscar)

5 de set. de 2007

Da estupidez do erro

Errar é humano, não é?!
Aceitar os erros é santo?
Viver de erros é mundano.
Errar com vc é dolorido...
Errar comigo é ser meu inimigo?
Viver com você é um objetivo.
Viver sem você é... não estar vivo.
O erro em você te faz bonito - sabê-lo humano e imperfeito é tão bom...!
Quando o erro machuca, o desespero me toma.
Quando você está longe é um erro do tempo.
Quando você erra de chegar tarde, meu coração bate mais forte - você chegou!
Fingir estar brava é um erro da sinceridade.
Fingir é um erro?
Errar o erro é um acerto?
Acertar com você me deixa mais perto?
O resto é somente o resto.
O que me importa é o que eu quero:
Meus três V´s.
Você, Victor V.

23 de ago. de 2007

Intranqüilas palavras de meu amor prestante (mais um fluxo de consciência - consciente e sentimental)

Quero seu sorriso.
Mais que ao meu próprio, desejo o seu. Eu quero aquele que é simples e cativante, que mostra aquele dentinho lindo e charmoso.
Por você meu mundo é belo, grande e possível.
Vejo melhor, sinto melhor, respiro melhor, quando tenho você ao meu lado.
Quando eu pressinto sua partida, algo em mim se parte - acho que é um pedacinho importante meu que vai com você - e eu fico insolavelmente triste (mas sei ser feliz com você).
Não posso negar a plenitude que é estar em seus braços! O mundo é demorado e gostoso! Descobri a del´´icia de ser uma só para um só e não troco isso por nada!
Você é racional e eu estou sempre tirando os pés chão... Isso é tão gostoso na gente!
Preparo todo o campo (minado) que é minha vida para sua entrada nua, crua e definitiva.
Preparo meus olhos para acolher os seus e me preparo o corpo pra te receber - e você é grande! Cabe exatamente no tamanho dos meus sentimentos.
Para você sou piegas e entendo os rituais - antes menosprezados por mim - , pois a beleza existe em cada gesto de confiança.
Acabo por pertencer à nós dois e isso me acalma.
Descobri um abrigo em seu peito e meu melhor amigo em você. Toda uma vida renovada.
Agradeço todos os dias sua permanência em minha vida, pois você é raro, valioso, lindo e me deixou ser a menina especial que sempre fui.
Torço por suas vitórias como se fossem as minhas e quero participar de tudo - cúmplice e companheira.
Uma vida inteira ao seu lado seria só o começo pro meu coração que , agora que descobriu o amor, conta o seu próprio tempo e não o nosso.
Sedenta por você, espero (in)paciente pelo dia em que teremos um canto para chamarmos de nosso e uma nova história para escrevermos juntos.
Acredito na gente e sei do milagre que somos vítimas: amar tanto e tão lindamente.
Com você sou feliz e aposto em você todas as minhas fichas! All in, amor!
Te amo.

P.S. Apaenas frases sentidas e não pensadas. Pensar pouco gera espontaneidade e esta sabe ser bela e útil.

2 de ago. de 2007

Moléstias a parte...

Faz tempo que não falo nada por aqui...
Sabe o que é acordar com um vazio no peito e uma vontade de chorar amarrada na garganta- sem motivos, ao menos aparentes, nenhum- ?
Complicado...
Acordei com esse vazio... Não sei se culpo os sonhos ou se culpo as coisas que eu devo fazer todos os dias e que tiram um pouco o sabor e o brilho de tudo...
Tô cansando de muita coisa...
Quero me pertencer mais... Fazer mais as coisas que eu tenho vontade, mas não posso e não devo, pois preciso de cumprir com minhas responsabilidades...
Crescer é foda...Morrer, difícil...
Como acalmar almas inquietas e conflitantes?
Minha sina.

14 de jun. de 2007

Um post de aniversário

É! Hoje meu aniversário...
Aniversário é um lance estranho..é um dia igualzinho a todos, mas totalmente diferente... Pessoas que nuncafalam com a gente nos cumprimentam no orkut... Pessoas que nunca ligam, ligam nesse dia... O chefe chato pra caralho te dá uma hora de almoço e os culegas de trabalho ficam putos - mas antes te abraçavam e desejam um porre de coisas! - e boicotam como podem o seu dia...
Vida legal, né?! Eu acho mesmo!
Minha mãe veio - ela se importa com datas...
Meu pai me ligou bem cedinho pra ser o primeiro a dar parabéns!
Meu namorado não me ligou tão cedo quanto o meu pai, mas foitão lindo quanto!
Sei que muitas pessoas não vão me ligar... Mesmo que eu lembre delas o dia todo, às vezes elas não lembram- normal também.
Eu querosaúde, paz e tudo o que todo mundo fala sempre.
Quero dinheiro, oportunidades em um porre de coisas e mais livros do Roberto Freire.
Quero o Dé- bichinha! hehe, o Ric Félix, Ric brother, Nat, Mi, Ro, Netinho,todos bem pertinho de mim.
Não os tenho e me contento com os desejos de paz, saúde e longevidade.
O que Roberto Freire me desejaria?
Muito tesão, sinceridade, dores e delícias emocionais, coragem e força?
E o Chico Buarque?
Boêmia, dores amorosas, superação das mesmas dores, malandragem e riqueza vocabular?
Não sei...
Espero que tudo fique bem sempre... Não sou otimista, mas tento ser o melhor que posso não sempre.
Sinto falta de muitas coisas nessa cidade... Desejaria que somente por hoje o céu tivesse muitas estrelas lindas, as pessoas sorrissem mais pra mim, os clientes me tratassem como uma pessoa e não como um fantasma, o chefe, como um ser humano e não um autômato e que quem me ama estivesse aqui do meu lado...
Feliz aniversário...!

6 de jun. de 2007

Maldita mania de ser feliz...!

Não! Eu não tenho aversão à felicidade! Também não tenho nada contra a "mania de ser feliz", mas me incomoda um pouco...
Eu percebi que eu tenho a mania oposta à mania em questão: mania de ser triste.
Sempre prefiri dizer que sou melancólica, mas vamos ser sinceros - melancolia o caralho, você quer é reclamar da vida, xingar os erros e deixar bem claro pra todo mundo quão perfeita você é. Se um dia erra, assume o erro o quanto antes e se mostra extremamente autocrítica - como ela pode ser assim tão perfeita?
Eu sou é muito chata!
Eu quero ver defeito em tudo!
Se o meu namorado me faz feliz, arranjo logo um motivo pra reclamar pra ele ficar me mimando, pode?
Sou doente dos sentimentos...
Quando eu leio Roberto Freire percebo que sou doente...
Soma...
Vivo me cortando... Estou cheia de cicatrizes - será que eu preciso de mais tatuagens?
Eu canso de tudo e tudo me cansa...
Virei um bicho velho e antipático, mas pergunte aos meus clientes e colegas de trabalho o que eles pensam de mim?
Eu sou muito legal e sorridente!
Tô sempre pra cima fazendo piadas!
The joke was on me..!
Mas aos poucos eu repenso minha forma de ver a vida - e naum mudo nada! hehe - e vou tentando crescer um pouco...
Ande pela Augusta, depois de um longo dia de trabalho, com passadas largas e rápidos... Vai pensar bem menos, sentir bem menos e ouvir mais a música...
No final das contas a música vence! Vence a canseira, vence a tristeza, vence a alegria, vence o amor... A música move o sangue...
Ela continua cúmplice de meus passos largos e sorriso sincero.

11 de mai. de 2007

Você tem razão: hora de atualizar!

Sim!
Estou em construção ainda... Descobri, na verdade, que eu estarei permanentemente em construção! Pas mal!
Tantas mudanças... Quanta semelhança presente em toda mudança.
Decidi crescer do jeito que todos precisam de crescer para se tornarem adultos.
Peguei as rédeas de minha vida e começo a dar os primeiros passos em busca da minha realização!
Não é fácil.
Vi um filme outro dia (O sol de cada manhã) em que o pai da personagem principal fala pra este algo assim: a palavra fácil não faz parte do vocabulário dos adultos.
Acredito que comodismo e preguiça também não.
Por comodismo continuei trabalhando à noite. Por preguiça, parei.
Por comodismo acordava 12h todos os dias. Por preguiça ficava na cama ateh às 20h.
E tantas inomináveis coisas que eu fiz por comodiade e deteriorei por preguiça!
Com a ajuda de um vitorioso - até no nome - e doce garoto, me reconstruou e lapido a cada dia.
Descobri o valor de pequenas coisas... Sinto falta do meu irmão como se tivesse perdido um braço ou um olho, nunca um rim. Você é único e essencial... se assemelha à boca ou coração.
Estou rockando e torcendo pela futura gravaçãozinha da demo.
Estou me esforçando e esquecendo palavras tristes e de desconforto.
Tenho um pai tão amigo...!
Sinto falta de uns amigos... Uns menos...outros mais... Outros eu não quero por perto, mas quero saber como vai...
Saulo, por que você tem de ser assim?
Você cansa minha beleza e fode com a minha paciência...!

Por hoje é só!

24 de abr. de 2007

Em construção...

Minha mente, corpo e alma estão "em construção"...
Relatos, crônicas e anti-poesia, logo mais.

13 de abr. de 2007

O que realmente te importa?

Eu acabo de voltar de uma baladinha...
Me ferrei um pouco nela, mas isso é o de menos messsmo!
Tô puta com algumas coisas da minha vida.
O que realmente é importa deve ser considerado, bem tratado e cuidado para ser eterno.
As coisas e pessoas que realmente me importam são:
Meu pai
Minha mãe
Meu irmão
Meu cachorro
Minha família (avó, padrinho e tio)
Victor - meu namorado.
Meu baixo
Meus livros
Meus celulares
Marcel
Michelle
André
Ricardo
Rodolpho
Neto
Faculdade.
Sinto falta, saudade de algumas coisas...
Queria me formar com a minha turma! Isso ia ser mto importante para mim... Não vou me formar com eles, vou estar lá, feliz pra caralho, torcendo pela felicidade de meus amigos, mas isso me dói pacas.
Queria um diploma, queria cursar filosofia.. Queria um porre de coisas...
Eu e meu irmão não estamos bem definitivamente... Eu o amo, mas ele é mto bobo pra entender e admitir isso...Tudo bem...Tudo a seu tempo...
Minha mãe é foda também... É foda amar pessoas...
O Victor, minah gente, tem sido meu maior motivo de felicidade! Nunca me senti assim! Estou tão bem...tão feliz!
Queria o Chucky entendesse isso... É difícil se apaixonar de repente por um cara que esteve o tempo todo do meu lado, mas aconteceu! Sou louca por ele e feliz com ele...
Vejo que é muitoooo importante manter o que realmente importa..
Pedir desculpas mesmo quando a gente não errou (pra gente).
Perdoar quando é necessário...
Sorrir quando a pessoa precisa do carinho do seu sorriso...
Abraçar quando ele está bêbado e precisando do aconchego dos seus braços...
Ligar pra falar que queria ouvir a voz, pra falar que tava preocupado, ligar por qualquer motivo idiota, mas ligar!
Estou há um tempão sem escrever aqui, pois eu não tenho tido vontade de falar! A tequila está do lado da minha cama e eu a compartilho com quem me importa...
É isso que faz da vida algo suportável, belo e digno de ser vivida.
O que transforma as pessoas... Crescer pelos sentimentos nobres...!