29 de mai. de 2010

Eu sinto sua falta todos os dias

Estou aqui, num dos finais de semanas mais solitários dos últimos tempos, assistindo a um filme que se chama "Estão todos bem".

Ainda estou no começo do filme, mas resolvi pará-lo para escrever aqui, porque é assim que eu funciono. Se a emoção me inunda, eu deságuo aqui.

O filme conta a história de um pai que esperava todos os filhos para um final de semana, mas todos cancelaram a vinda - por conta das vidas muito atribuladas - de última hora.

Eu chorei baldes com isso. Chorei porque eu moro longe dos meus pais e sou a pessoa que mais cancela as visitas por conta de uma vida atribulada.

Eles sempre me entendem, eles sempre me dão força e eu sempre fico bem comigo, pois sinto que, como eles realmente compreendem que levo uma vida um pouco cansativa, não preciso ficar com peso na consciência. Fiquei agora. Fiquei ao ver essa cena de um pai triste porque os filhos não vêm.


Eu falo diariamente com a minha mãe, o que me aproxima muito dela. Fora isso, eu nunca tive muitos problemas com ela. A gente sempre se deu e sempre fomos carinhosas uma com a outra.

Com meu pai a coisa sempre foi diferente: brigávamos diariamente, ele queria que eu fizesse coisas que eu não queria fazer, queria que eu estudasse, quando eu queria sair, obrigava a comer comidas que eu detesto e outras coisas a mais.


Depois que eu saí de casa, passei a valorizar mais minha família e a me dar melhor com meu pai. Ele se tornou uma outra pessoa. Ele é tão dócil e carinhoso comigo agora... Justo agora, que ficou mais fácil amá-lo, eu o vejo menos e o faço para priorizar a faculdade, o trabalho, o namoro, mas acho que ele vale muito mais a pena, sabe?


Hoje, ao invés de eu estar aqui em casa, lendo os livros para a minha Iniciação Científica, eu queria estar com ele, mesmo que ele estivesse dormindo, eu só queria estar por perto, poder ouvir o ronco dele, poder acordar ouvindo ele tagarelar na cozinha. Coisas assim... fáceis, triviais.


Às vezes, eu queria voltar no tempo e fazer escolhas diferentes. Não tenho muita certeza se as coisas valeram a pena... Eu lamento muitas coisas e não devia ser assim.

Acho que com 24 anos, deveria carregar menos peso no meu coração. Deveria ser mais tranquila e bem resolvida, mas a saudade que eu sinto de toda a minha família é foda.


É foda ter a mãe no Rio de Janeiro, o pai, o irmão e o cachorro no interior de SP, sendo que os 4 estão a cerca de 6 horas de mim. Eu quase não falo com meu pai, pois nós dois temos pouca grana pra ficarmos nos ligando e não usamos recursos como skype e msn. Isso só agrava a saudade que eu sinto dele e de falar com ele.

Sinto falta até dos esporros! Que merda isso!


Minha mãe sabe o quanto eu a amo e sinto a falta dela, mas meu pai não sabe. Acho que meu pai nem imagina, mas eu penso nele todos os dias sem falta e de forma, muitas vezes, involuntária. É um ato instintivo do meu coração pensar nele e na minha mãe e no meu irmão.


As pessoas acham que eu sou um monolito. Pensam que eu sou inabalável, porque sou muito enérgica, tenho uma personalidade forte, falo palavrões pacas, e me imponho sempre que julgo necessário, mas, na verdade, sou frágil e impulsiva - como registra a minha tatuagem no pulso. Tenho medo de errar, tenho medo de decepcionar meus pais, tenho medo de fazê-los sofrer, tenho medo de que eles se sintam sozinhos, porque não estão sozinhos! Eu penso neles sempre!


Essa coisa de passar o dia lendo, sem falar com ninguém deixa a gente mais emotiva.


Desculpem-me pelo desabafo, mas eu precisava falar isso: pai, sinto sua falta todos os dias e tenho registrado em minha memória a sua imagem dormindo na minha sacada! Foi um dos meus melhores dias em São Paulo. Acho que foi um dos meus melhores dias, porque a sua presença aqui humanizou a cidade, deixou-a mais riopretense, mais "lar" que "casa".


Amo tanto que não caibo em mim e transbordo nesse blog. Mas não pego o telefone pra ligar... Vai me entender...

20 de abr. de 2010

O dia em que eu conheci o André Abujamra

Eu nunca fui do tipo que foi de tietar. Nunca mesmo.

Tietei duas vezes na minha vida: quando eu conheci o Paulo Barnabé (baterista e vocalista do Patife Band) e hoje, quando eu conheci o André Abujamra.

Acho que essas duas pessoas valem a pena.

Eu mal havia começado a almoçar no restaurante da Globo, quando eu me deparo com o André comendo lá.

Fiquei incontrolável! Queria falar com ele, saber se ele é legal. Nós, mortais, sempre queremos ter a certeza de que aquela pessoa, alvo de nossa admiração, é legal.

Peraí: Vocês sabem quem é o André Abujamra? Ele é um artista de verdade. Ele é multinstrumentista, compõe músicas e trilhas sonoras para filmes e programas (não que trilha sonora não seja música, vcs entendem, né?), atua e dirige. Puta cara talentoso.

Além disso, o André é mutíssimo simpático, o que me deixou hiper feliz, porque eu morro de orgulho de pessoas talentosas e legais. Morro de orgulho de admirar as pessoas "certas". Ia ser muito frustrante pedir para tirar essa foto:

e ser mal recebida.

Eu estava num dia de merda hoje, mas um puta dia ruim. A vida me sorriu e me permitiu trombar um cara que eu curto o trabalho.
Morri de vontade de pedir pra ele cantar "Juvenar", mas, no meio do almoço (meu, não dele), isso seria um tanto inapropriado.

De quebra, ainda pude assistir à execução da música "Imaginação", do álbum Mafaro - que é genial, diga-se de passagem -, que irá ao ar no Programa do Jô dessa semana.

Adorei.

Depois eu posto a foto que eu e meu irmão tiramos com o Paulo Barnabé e conto uma história sobre tietar artistas undergrounds de verdade! hehehe

Pra quem quiser conhecer mais, fica a dica: www.myspace.com/andreabujamra

18 de abr. de 2010

De repente eu percebo que eu estou mais debilitada que a minha bisavó que fará 96 anos em alguns dias.

Eu fiz uns 5 minutos de um exercício (meio puxado, confesso, mas foram só 5 minutos!!!) e estou toda dolorida... Ridículo...
Além disso, estou com dor de cabeça diária, dor no dedão da mão direita, afta na bochecha esquerda, dor na lombar, dor nos ombros, dor de estômago... Envelheci uns 30 anos na última semana.

Essa vida de comer mal, dormir pouco e mal, ter que estudar, trabalhar e suportar o trânsito da capital paulista está me matando.

Socorro: preciso de um dia com mais horas, de horas mais bem utilizadas, de usos mais necessários, de necessidades mais justificáveis, de menos justificativas. Detesto me justificar.

Preciso de um travesseiro novo, de um cérebro menos de gasto e de dinheiro. Basta.

5 de abr. de 2010

Carne viva




Escrevendo um e-mail para um amigo (dentro da minha definição conturbada do que pode ser amigo), falei que aqui eu ficava em carne viva.

Eu já fiquei em carne viva, mas de uns tempos pra cá eu mal sangro.


Só um momento enquanto eu me desnudo de minha pele politicamente hidrata e correta...


...Eu me tornei um ser de conveniência e me proíbo de falar muitas coisas, falo em códigos e faço piadas internas (só eu rio).

Não faço isso por bem ou por mal. Apenas tive que me tornar isso à medida que progredi profissionalmente - fato é que a internet, como terra de todos e, portanto, de ninguém, possibilita que qualquer um possa me ler, inclusive alguém que eu esteja criticando.

Eu não minto aqui. Eu não digo o que não sinto e, por conta disso, passo tanto tempo sem postar nada. Sei que se eu escrever o que eu estou sentindo naquele dia de fúria, acabarei fazendo menções claras a alguém (minha raiva, meu ódio são muito poderosos e me dominam de tal forma que eu perco o meu raciocínio - fundamental na hora de dizer-sem-dizer coisas ruins sobre uma situação ou alguém), o que pode me prejudicar.


Acho que essa "trava social" é um desserviço ao meu blog, porém é ela que torna um ser sociável, político e, em certa medida, agradável.



Estamos vivendo um momento muito estranho e confuso com relação ao politicamente correto. Ele - o politicamente correto - é algo excelente e que colabora para uma maior tolerância, pois é um exercício de alteridade. Mas o politicamente correto está se impregnando em campos que, a meu ver, distorcem a realidade e o humor.



No Twitter há uma grande discussão sobre o "Humor do bem". O Danilo Gentili, num certo dia, fez uma piada "de mau gosto" com a Hebe, o que acarretou milhões de tweets de críticas.Os humoristas se uniram para se defender - por meio de piadas - e defender uma causa maior: o direito ao riso.



Não vou entrar em discussão aqui, mas acho um saco sermos censurados pelo politicamente correto. Por isso, eu tenho evitado me expor, como era de meu gosto, por aqui.



Ressalto que, não é porque eu não fico mais em carne viva, que eu minto. Apenas deixo para sangrar entre as quatro paredes de meu quarto - um lugar bagunçado, quente e a salvo do politicamente correto e das críticas de quem, mesmo sem me conhecer, se sente no direito de me corrigir.



Ao invés da tequila, tenho ficado com a coca-cola, mas vou tentar doar uma gota de sangue a mais para esse copo sem fundo.

27 de mar. de 2010

Descobri hoje que...

... Mario de Andrade estava certo: Amar é um verbo intransitivo.

24 de mar. de 2010

Eu tenho sido muitas saudades...
Eu tenho sido tanta falta que ou me deixo muito vazia ou muito cheia de mim.
Não tinho tido versos que me completam. Tenho gargalhado até tossir, ficado vermelha com o chopp e olhado através das pessoas.
Tem uma personagem brigando para sair de mim, mas eu não sento para ela sair. Eu não paro. Eu tenho medo da compulsão que ela vai criar em mim. Tenho medo de perder minha identidade por me deixar ser tomada por ela de forma tão desenfreada que não precisarei mais de vivências.
Acho que tudo que eu vivo é pra alimentar as narrativas que virão... E elas virão.

As cervejas funcionaram: sono.

Vou compartilhar um site que eu tenho curtido muito no meu trabalho: www.stereomood.com

Se vocês tiverem algum site de música bom, por favor, deixem a dica.

Buenas noches, chicos y chicas...

17 de mar. de 2010

De manhã, eu tenho sono. À tarde, tédio. E, quando anoitece, acordo e fico assustada com minha disposição.
Quero ler, mas não me concentro em nenhuma frase.
Quero falar com alguém, mas todos dormem.
Quero gritar, mas meu pudor me freia.
Quero chorar, mas meu pudor me freia.
Quero dormir, mas não posso.
Não dá e não é simples. Preciso de ajuda...

15 de mar. de 2010

Pax de trois

Daí ele vem e me diz que "as palavras são insuficientes, não mostram a verdade"...
Não preciso dela.
Não a quero e nem a sinto.
Ele versifica que eu arrasto tudo pra dentro de mim; que eu sou como um imã. Não. Como o pólo positivo de um imã e que o mundo todo e tudo são pólos negativos.
Eu só sorrio.
Ele me diz: "Creio que foi o sorriso,/o sorriso foi quem abriu a porta. /Era um sorriso com muita luz/lá dentro, apeteceia/entrar nele, tirar a roupa, ficar/nu dentro daquele sorriso./ Correr, navegar, morrer naquele sorriso".*
Suspiro e soluço e tremo e me inqueito.
Depois dele, não há mais paz.




*Os versos são do poeta Eugénio de Andrade

15 de fev. de 2010

(...) And our lives are forever changed...

Não importa que eu te conheça desde os meus 14 anos... 10 anos de amizade?
Não importa esse tempo! Nós não somos mais as mesmas... Não me identifico mais com você por mais que ainda te ame muito - e mesmo achando que você não mereça esse amor, eu não consigo me livrar dele.
Você e eu não somos mais aquelas amigas que fomos um dia e isso é estranho.
Agora você leva uma vida infantil de uma adulta precoce - muito precoce diga-se de passagem. Você me conta seus problemas sem se importar com os meus.
Você lamenta dores que eu considero leves arranhões.
Você fez escolhas sem tê-las feito e agora, tenho certeza, não gosta do que vê.
Você ama coisas que você desconhece, porque você nunca conheceu nada que não fosse seu umbigo.
Você me faz rir com seu jeito patético de pensar. Você pensa? Parece que só reage e isso é algo bestial. Dizem que até cachorros pensam. Meu cachorro, com certeza, é uma companhia melhor que você.

Este texto não é de desamor. Eu queria falar que nós mudamos. Eu queria falar que isso é bom, mas, no fundo, nem eu acredito nisso.
Uma vez mudadas, nunca mais seremos as mesma. Isso é tão óbvio, né?
Estou soando patética, mas terrível reconhecer que eu não tenho mais nada a ver contigo e que vc cagou pra mim!

Eu dou um riso nervoso toda vez que penso nisso. Eu não queria mais te ver. Eu queria fazer como faço com a imagem dos meus avós falecidos: guardar a última imagem bela que eu tenho!
Não quero fotos, nem vídeos! Quero aquela imagem que eu tenho de eu sentada no colo do meu avô, ele vendo o jornal e eu vendo o pedaço do peito sem pêlo dele que escapa pela camisa aberta.
Quero aquela imagem da minha avó sorrindo pra mim na porta da casa dela, com aquela roupa batida que eu sei o cheiro de coração.
Quero aquela imagem sua correndo que nem uma louca de macacão perto da sua casa, naquele dia que a gente tomou um porre adolescente e você caiu por minha culpa! Você estava linda naquele dia, feliz!

Quero para mim só o que as pessoas tem de bom, eternizar isso em mim!
Não quero cicatrizes, porque são involuntárias... Quero tatuagens escolhidas à dedo pela minha saudade.

É uma pena...

14 de fev. de 2010

O que eu faço comigo?

Desde que eu me dou por gente, eu não consigo me organizar em meu espaço em casa.
No trabalho, parece que eu tenho TOC de tão absurdamente organizada, mas em casa não! Parece que eu me esforço tanto no trabalho que em casa eu preciso me largar, me deixar bagunçar tudo!
Não dá mais!
Aqui está insurpotável! Tem roupa até em cima do fogão, pode?!
Eu tenho vergonha da minha empragada chegar aqui amanhã, ver essa putaria e me abandonar! hahaha

Saio da internet para entrar no meu quarto, dessa vez mais arrumado!

Beijos!

22 de jan. de 2010

Não estou conseguindo escrever mais nada aqui.

Lamento.

6 de jan. de 2010

o que eu quero esse ano

Esse ano pela primeira vez na minha vida [desde que eu tenho consciência dela] eu não fiz promessas de ano novo. Nunca as cumpro mesmo. A diferença é que elas me fazem começar o ano cheia de esperanças de que esse ano será diferente, esse ano eu cumprirei minhas promessas, esse ano vou emagrecer, esse ano vou voltar a dançar, esse ano vou ver mais minhas família. Nunca faço porra nenhuma!
Não fiz. Me poupei do esforço, mas pensando em minha vida, em como eu irei levá-la esse ano, pensei em algumas coisas que eu quero que aconteçam.
Não vou querer emagrecer. Não sou gorda. Não sou satisfeita com meu corpo, mas acho que jamais o serei.
Não vou querer um emprego melhor. Graças a mim, minha família (e isso inclui meu namorado e família) [e a Deus?] eu consegui! Entrei em um lugar que tem tudo para ser fantástico!
Não posso negar que alguns colegas/amigos torceram por mim de uma forma muito fofa e acho que isso me ajudou mto. Tive mais força e mais vontade de fazer as coisas e diminuir essa mania que eu tenho de não acreditar em mim.

O que eu quero:

Quero tomar menos coca-cola. Meu, isso vai acabar me matando e destruindo meus ossos, mas é um vício tão prazeroso... É o meu cigarrinho (já que não fumo).

Quero fazer um outro blog completamente diferente desse, pois já cansei de ter vontade de abandonar esse aqui. Não consigo parar de escrever aqui - outro viciozinho?

Quero arregaçar no trabalho novo. Quero trabalhar pacas, fazer essa oportunidade valer a pena. Fazer a distância que eu terei que percorrer para ir e voltar do trabalho (semelhante à que eu percorria para ir para o trabalho antigo) valer a pena.

Quero ser mais calma e sentir menos ódio. Eu tenho uma tendência odiosa de odiar com facilidade. Eu não deixo de gostar de nada nem ninguém - eu odeio.

Quero cozinhar mais, afinal de contas, eu adoro cozinhar.

Quero fazer minha Iniciação Científica com prazer, apesar do sofrimento.

Quero arregaçar no TCC.

Quero me formar.

Quero que meu namoro seja cada vez mais mágico e fantástico.

Quero que dê tudo certo com as mudanças próximas na vida da minha mãe.

2010 tem vai ser "o" ano.
Vai ser decisivo. Vai mudar a minha vida de uma forma diferente dos outros anos.
Eu quero me expandir esse ano e só lamento não ter o tempo nem o dinheiro necessários para eu poder voltar para o ballet...

Feliz Ano Novo e que ele seja sensacional!

Abraços e beijos,

R.

1 de dez. de 2009

Novo Orkut


Recebi um convite há uma semana e tralalá para esse novo orkut e tenho que dizer o que ele representa para mim agora: nada.


O que já não era grande coisa antes se tornou agora algo dispensável.
Ele está com muitas características do Facebook, porém continua poluído visualmente.


Tenho 5 convites.


Se alguém quiser perder tempo por lá, fale.


3 de nov. de 2009

Finalmente!

Finalmente posso dizer que há muita coisa legal rolando (e para rolar) na minha vida!
Posso dizer que descobri o sentido (e o sentimento) da fé. Acredito muito em mim e em tudo que pode acontecer!
Quando as coisas derem certo, eu conto aqui o que é, mas posso adiantar que são dois sonhos imensos que podem ser realizados a qualquer momento - um ainda depende demais de mim e do meu empenho; o outro está nas mãos do destino!

Tô feliz pra caralho!!!!!

Beijos!

22 de out. de 2009

A merda de ser só uma.

Meu amigo mais querido vai se casar depois de amanhã e eu não estarei lá.
Ele me avisou muito em cima da hora e eu já tinha compromisso de horas anteriores.
Ele é um filha da puta que não se propõe a me ligar pra falar que vai se casar, apenas manda recado e eu mudava constantemente de celular.
Ele me faz falta todos os dias e eu não devo fazer tanta, pois ele nem me ligou pra me chamar pro casamento.
Ele me deixa emocionada sempre que eu o vejo e ele também.
Ele me deixou muito triste de não ter me dado o direito de me programar pra esse evento, pois ninguém entende o quanto eu gosto de participar da vida de quem eu amo e eu o deixei triste falando que não iria porque não me programei.
Ele é um palhaço que sempre cuidou de mim e eu sou uma escrota que sempre dei bronca nele.
Ele já não reconhece mais a minha voz...
Ele logo mais esquece de mim...
Mas ele não vai esquecer que eu não fui ao casamento dele...
Ele não vai mais me entender como antes...
Ele não vai mais tomar cerveja e comer salame comigo...
Ele é um viado, desgraçado que devia ter tido a porra do cuidado de me ligar pra eu no casamento!
AMIGOS LIGAM CARALHO!
Sei que ele se importa comigo e queria que eu fosse, mas porque não me ligou, mandou um e-mail, um scrap ou o próprio recado com um mês de antecedência?
Eu teria dinheiro, manejaria meu tempo, mudaria meus planos e daria risada, abraços e lágrimas nos meus amigos de tanto tempo no dia 24.10.
Por que as pessoas sempre escolhem o mais difícil?
Por que?

6 de out. de 2009

A vingança é um prato que se come frio...





...Mas o meu está congelado.

Ando muito irritada, nervosa, tensa.

Não tenho conseguido fazer muitas piadas no meu dia-a-dia, tô um saco de ser humano!

A Sandy não demonstra nenhuma chance de melhora... Enquanto isso, no lustre do castelo, meu e-mail come solto!

Descobri uma oportunidade de eu talvez ir para os EUA, mas tenho que ter muita sorte e me dedicar ao máximo ao meu inglês (em cuja prova eu devo ter sido o maior fracasso na última segunda-feira).

Sou boa em muita coisa, mas não me acho excelente em nada.

Tenho me sentido sem dons, sem talento (vazio triste...triste).

Meu namorado hoje me disse algo tão lindinho que me iluminou: 'Você é aquele número que a gente aposta na Mega-Sena a vida inteira porque acredita que vai dar certo!'

Ele é foda. Demais.

No mais, estou tentando lidar com o 'Maus' (um dia eu vou escrever um post sobre esse livro!), com o 'Amor de Perdição', 'Coração, Cabeça, Estômago' entre outros livros...
Assim que eu começar a digerir o Maus pra minha Iniciação Científica, vou contar um pouco sobre o Art Spiegelman (autor) e sobre o livro, pois vale mto a pena!

Quem estiver com tempo disponível para lê-lo (e tiver R$40,00 para comprá-lo), faça-o! É uma fonte histórica e lírica inesgotável!

That's it.










17 de set. de 2009

E a vida me supreende... de novo!

Quando eu acho que conheci seres humanos baixos (no que diz respeito ao caráter), surgem mais e mais.
Parece haver um buraco negro que semeia essas pessoas no mundo para que o conflito jamais deixe de existir!
Não mais chão firme em lugar algum...
Minha confiança precisa zerar, minha vida precisa chegar ao caos para que o equilíbrio volte a existir.
É incrível como uma garota de 18 anos com cara de "Sandy" pode ser tão cruel, cínica e mentirosa.
Descobri hoje que nada aprendi quanto a lidar com a falsidade.
Nada aprendi com relação à vida profissional e me sinto agora frágil e estúpida, sendo vítima de ações impensadas de uma garota pequena, muito pequena.
Me sinto uma babaca em ser tão trapaceada por pessoas que não são mestres em trapaça! Como eu posso cair assim?
Como as pessoas conseguem mentir olhando nos olhos?
Qua capacidade é essa e por que eu nasci desprovida dela?
Eu posso destruir minha vida, mas não minto olhando nos olhos de ninguém.
Minha ética é um fardo em um lugar tão desumano e aos poucos vou aprendendo que não vi nada ainda da desumanidade.
Eu não sei expressar o que eu estou sentido, mas é um mal-estar... um vontade de gritar e mandar tudo mundo tomar no cu.
Vontade de falar tudo o que eu penso!
A merda de trabalhar por dinheiro é isso: você tem de aprender a se calar sempre.
Onde estava minha cabeça quando eu não pensei em mentir para queimar os outros (se bem que aqui eu não precisaria nem mentir pra queimar... a verdade seria o suficiente).
Eu estou perplexa! Essa é a palavra: perplexidade.
Não consigo acreditar.
Vou sair daqui o quanto antes e achar um lugar que me pague e me permita ser quem eu sou.
No fundo da minha alma, eu sei que mereço outra coisa.
Eu vou buscá-la. Custe o que custar.

Sorry por tantos clichês, mas se eu não gritar aqui, eu explodo.

9 de set. de 2009

09.09.09

Uma data a ser postada!
Nasceu o Gabriel e eu estou doida pra abraçá-lo!
No mais, anda tudo no tédio, mas funcionando bem ainda que estranhamente. 8:D

Perhapiness...

31 de jul. de 2009

A parte que eu não gosto

Que não há na vida que não tenha um lado desgostoso, todos sabem. Não há nada de novo nesse post, portanto, se você esperava novidades no las tengo.
Ontem fui ver as peripécias do bruxinho peralta Harry Potter. Para mim, o lado bom do filme é o mesmo que uma blogueira que eu acompanho ressaltou - os romancezinhos.
Já a parte que me desagrada é o tempo - que filme longo (tenho de ser honesta e acrescentar que só assiti o primeiro filme da série e que não sou nada fã do bruxinho. Só fui assistir esse filme porque o namorido insistiu e a Claro deixou eu pagar 50% de um ingresso e o outro sair na faixa).

O lado bom do meu trabalho é o pagamento no final do mês, os benefícios e algumas pessoas.
O lado ruim... Melhor não comentar... pode me comprometer, mas juro que assim que eu puder, eu desabafo, porque esse lado ruim é como se eu tomasse doses homeopáticas de veneno.

O lado bom de morar é São Paulo é ficar perto do Victor, da Carol (que mora em Cotia, mas ok), das Mega livrarias, de lojas que eu amo passar por elas para passar vontade, da parte cult e cool da cidade.
O lado que eu não gosto é a poluição, o trânsito e todos os clichês que todos falam daqui.

O lado bom do Mackenzie são alguns professores, alguns alunos, as bibliotecas e... só.
O lado ruim é todo o resto.

O lado bom de ser cliente Claro é que eu tenho meia-entrada no Cinemark ever!
O lado ruim são os preços das ligações, dos SMS e a falta de promoção para o meu plano (Controle R$84.00). Um absurdo!

O lado bom de ser eu é ter os amigos e família que eu tenho, a minha inteligência, meu carisma, minha perspicácia, meus manejos, meu raciocínio e meu dom.
O lado ruim é ter meu estômago, minha impaciência, minha inteligência (para algumas coisas limitadíssima), minha raiva, meu ódio, minha falta de paz, minhas crises existenciais.

A parte que eu não gosto da minha vida é a distância de quem eu amo demais, é a rotina (detesto e sei que é outro clichês), é a pressa para tudo acontecer, é fazer unha e ela estragar no mesmo dia, é o apartamento bagunçado, é a aunsência do meu cachorro (ou de um cachorro), é a falta de grana e o estresse que ela me causa, é o pagar contas, é não realizar meus sonhos, é a insatisfação diária que me tira o sono e me faz chorar uma vez por mês.

14 de jul. de 2009

Boicote ao Henrique Goldman



Caros leitores,

Não sei quantos de vocês souberam de um texto que o diretor do filme "Jean Charles", Henrique Goldman, publicou em sua coluna na revista Trip. O texto se chama "Carta aberta à Luísa" (quem não o leu, por favor, leia) e seu subtítulo é “nosso colunista pede desculpas públicas à empregada da família com quem transou, contra a vontade dela, quando tinha 14 anos” - preciso falar mais?

Tudo bem. Henrique Goldman e a revista Trip alegam que é tudo ficcional, mas se é histórinha besta, porque essa chamada tão pessoal? Colunista = Henrique Goldman, não é?

Se fosse eu a colunista, teria tido o cuidado (já que é ficcional) de não confundir autor com personagem, minha vida com a história contada. É um cuidado meio básico, acredito eu.

Ficção ou não, o que importa é o relato em si. Não vejo um pedido de desculpas. Ele, aliás, espera que Luísa - a empregada estuprada - não se lembre "daquela tarde" como algo tão ruim e ele ainda espera que ela possa RIR do que aconteceu. O QUÊ? Rir? Isso foi uma piada? Que humor ácido, Sr. Henrique... tsc tsc tsc...
A publicação do texto não é recente, foi em 29.09.2008, mas eu só tomei contato com ele hoje (14/07) por meio de um blog bem bacana que eu só descobri hoje também. O blog é Marjorie Rodrigues e ela escreveu uma carta para o garanhão incapaz - "Carta aberta a Henrique Goldman". Lá ela diz tudo o que se passou pela minha cabeça ao ler a carta e creio que valha a pena ler o post dela também.

A Marjorie diz que irá boicotar o "Jean Charles" e todas as demais produções do Sr. Goldman. Eu sempre achei que boicotes não funcionam e sempre detestei as pessoas que os propunham (Boicote ao McDonald's, à carne vermelha, à Coca-cola), pois sempre senti muita hipocrisia e modismo neles, mas pela primeira vez vou aderir ao boicote.

Tive nojo, muito nojo. É um flashback dos tempos do que o próprio autor do texto cita "Casa-Grande e Senzala". No mínino, lamentável.

A Marjorie disponibiliza em seu post uma outra Carta Aberta a Henrique Goldman muito boa e que vale a pena ser lida.

P.S. Só para esclarecer: eu não sou feminista, nem machista, nem carrego bandeiras de nenhuma ideologia. Acredito piamente no respeito para com os seres humanos e demais animais.